Terça-feira, Novembro 30, 2004

1º de Dezembro


1º Dezembro Posted by Hello

  • Feriado Nacional, o 1º de Dezembro simboliza a Restauração da Independência, no ano de 1640. É das datas com maior significado em Portugal e merece lugar de destaque no blog "Lides Alentejanas".
  • Merece porque simboliza a Restauração da Dignidade Nacional, da Identidade Nacional e do sentido de Ser Português. Partindo da localidade alentejana de Vila Viçosa, o Rei D. João IV merece ser aqui homenageado pelo seu papel na História, assim como todo o Alentejo que deu força ao seu Rei para voltarmos a ser Portugal! Viva El-Rei D. João IV!

Sábado, Novembro 27, 2004

V Mostra de Doçaria em Alcáçovas


Sericaia Posted by Hello

  • Na vila alentejana de Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo está a decorrer, durante este fim-de-semana, a "V Mostra de Doçaria de Alcáçovas". Este evento é um autêntico hino à doçaria conventual e palaciana do concelho de Viana do Alentejo, onde se poderão ver e, principalmente, saborear os inúmeros doces e receitas conventuais da doçaria alentejana.
  • A decorrer, até dia 28 de Novembro, numa tenda instalada no Campo de Futebol do Sport Clube Alcaçovense, este evento vale a visita à vila de Alcáçovas, de forma a saborear iguarias como a Sericaia, o Bolo Real, os Amores de Viana, Encharcada, entre outros. Por outro lado, esta bela vila alentejana vale, também, o passeio pois, tem locais pitorescos e um património arquitectónico de bastante interesse. Vale a pena esta deslocação!...

Sexta-feira, Novembro 26, 2004

Sois Filhos do Alentejo, Forcados de Montemor - Capítulo 3




  • A época de 1944 para o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo veio a revelar-se fantástica, com um total de 12 corridas pegadas nessa época. Deram entrada novos forcados que vieram reforçar a coesão do grupo e mostrar que existiam soluções para o caso da ocorrência de lesões graves. De destacar a consolidação de forcados que já tinham brilhado em épocas anteriores, como é o caso de Simão Malta, Feliciano Reis, Torres Pereira, José Lagarto, Jofre Capela e João Malta.
  • O ano de 1945 alguma instabilidade na chefia do grupo: Simão Malta tinha intenção de abandonar as arenas e procurou-se o sucessor desta importante tarefa. Feliciano Reis era o mais desejado mas acabou por rejeitar a proposta. O ano de 1945 correu relativamente bem para o Grupo de Montemor. Contudo, nas corridas realizadas pairava a incerteza quanto ao futuro cabo.
  • Foi em 1946 que foi escolhido o novo cabo: Manuel Sousa Nunes. Embora muito jovem, o substituto de Malta veio a revelar-se um bom cabo pois, tinha muita valentia, era um grande aficionado e sabia liderar os jovens montemorenses. A época da sua estreia como cabo correu bem, sendo de destacar a Corrida realizada no Campo Pequeno, em honra da Esquadra Americana do Pacífico (estacionada em Lisboa). Nessa corrida o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo recebeu os maiores elogios da imprensa, sendo de destacar as pegas de Feliciano Reis, Sousa Nunes, José Boto e António Patrício (que fez a pega da tarde). Em 1947 o grupo de Montemor pegou um total de 8 corridas, sendo de destacar o regresso às arenas de Simão Malta, agora apenas como forcado, visto o cabo ser Sousa Nunes.
  • Em 1948 e 1949 apareceram outros nomes que se destacaram no Grupo de Montemor. António Palmeiro e Luís Valente Rosa são dois dos nomes de referência que integraram o grupo montemorense continuando a trabalhar para o prestígio do mesmo pois, para além de serem bons forcados, tiveram uma componente muito importante na consolidação humana dos jovens alentejanos, pois souberam transmitir noções de companheirismo e de seriedade ao grupo.
  • De surpresa Sousa Nunes, em 1949, partiu para Angola e "devolveu" a chefia do grupo a Simão Malta...

(Fonte: António Vacas de Carvalho - "Forcados Amadores de Montemor")


Segunda-feira, Novembro 22, 2004

Um património a preservar: as praças de toiros


Praça de Toiros de Sousel

  • O Portugal aficionado tem, no seu conjunto, um vasto património edificado que são as praças de toiros. Muitas delas já centenárias, estes monumentos são "um livro" de Histórias taurinas, onde decorreram episódios que deixaram marcas importantes para a tauromaquia lusa e, onde todas as temporadas se desenrolam as desejadas corridas que vão escrevendo a História taurina deste nosso Portugal.
  • Por todas estas razões, as praças de toiros em Portugal deviam fazer parte dos roteiros turísticos de cada concelho, de cada região de turismo porque, não há dúvida, simbolizam uma arquitectura muito específica e, em certas regiões de Portugal (como é o caso do Alentejo) têm características arquitectónicas rústicas, marcantes da região alentejana.
  • Serve este texto para fazer reflectir quem de direito, que é necessário "olhar" estes monumentos como um bem da região onde se inserem, um marco nas terras onde estão edificadas, uma riqueza patrimonial que faz parte da cultura das gentes e do nosso país.
  • Os aficionados que todas as temporadas se deslocam às praças portuguesas deparam-se, muitas vezes, com um avançado estado de degradação deste património, com falta de condições de assistência, com um ar de "desleixo" que é inadmissível e, por vezes, com falta de condições para os próprios artistas tauromáquicos actuarem. É verdade, que há raras excepções, onde muitas vezes é a aficion dos empresários das praças que resolve dignificar a Festa e "mete mãos à obra" devolvendo dignidade, bem-estar e condições aos tauródromos. Já aqui falámos em alguns casos de dedicação à Festa, por parte de alguns empresários. Mas a realidade é que deviam ser os proprietários a tomar a iniciativa de reabilitar as suas praças, num acto de respeito para com os aficionados e num acto de mecenato quase histórico... Não têm dinheiro? Muito bem, as câmaras municipais podem assumir esse encargo pois, também é do seu interesse terem património de interesse municipal valorizado. Também não têm dinheiro?... Então está na hora de arranjar soluções para dignificar as arenas deste nosso Portugal. Há mecanismo que podem ser utilizados: subsídios comunitários de valorização de património; apoio governamental; mecenato privado (bancos; fundações). Não podemos é ficar a ver as nossas praças a cair! Há exemplos de tentativas de reabilitação multi-usos. É um caminho. Mas todos temos que "nos mexer"...
  • Está na hora de defender este património cheio de História...

Sexta-feira, Novembro 19, 2004

Fronteira - 24 Horas TT




  • Durante a próxima semana realiza-se em Fronteira - Portalegre mais uma espectacular prova "24 Horas TT - Vodafone". É a sétima edição e decorrerá entre os dias 26 e 28 de Novembro, no Terródromo de Fronteira, que é neste momento considerado uns dos melhores da Europa.
  • É um momento único na prática de Todo-o-Terreno e proporciona a quem está presente, momentos de grande espectacularidade pela perícia e pela resistência dos participantes. Para além disso, esta prova tem a particularidade de ser o encerramento da temporada de Todo-o-Terreno, em Portugal, assim como a da atribuição do Troféu RTP TT.
  • Assim, destaca-se no programa:

- 26 de Novembro: de manhã - Verificações administrativas e técnicas; 14h às 18h - Treinos;

- 27 de Novembro: 9h - Warm Up; 12h - Partida;

- 28 de Novembro: 12h - Chegada; 15h - Entrega de Prémios;

  • Sem dúvida um excelente programa para os aficionados do TT , a realizar no último fim-de-semana de Novembro!


Segunda-feira, Novembro 15, 2004

Sois Filhos do Alentejo, Forcados de Montemor - Capítulo 2




  • Depois da fundação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, os relatos das actuações do grupo começam a ser bastante favoráveis, sendo que a crítica especializada dava especial relevo ao poderio e coesão do grupo e dos seus forcados. Na época de 1941 o número de corridas aumentou, o que demonstra que o Grupo de Montemor começava a ganhar o seu espaço e a ser visto como componente fundamental do êxito das corridas onde entrava. António Patrício e José Lagarto são mais dois nomes que se juntam à formação inicial do grupo, reforçando a qualidade dos elementos alentejanos, sendo que António Patrício se destacou como um excelente Primeiro Ajuda, assim como um Homem com um um excelente carácter, tornando-se uma peça importante na formação psicológica e moral da rapaziada montemorense.
  • Na realidade, o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo veio num espectacular crescendo, sendo que em 1942, já com Torres Pereira e Malta da Costa nas fileiras do grupo, o Grupo de Montemor pegou uma corrida em Algés (de homenagem a Simão da Veiga Júnior), onde brilharam, principalmente, Simão Malta e Feliciano Reis (este descrito como um forcado excepcional e de um poderio enorme na arte da reunião). Simão da Veiga Júnior merecia esta homenagem e a rapaziada montemorense esteva à altura de homenagear o seu patrício! Assim, a consolidação do grupo era cada vez mais vísivel e o respeito do público aumentava. Na rivalização existente com o Grupo de Santarém, os alentejanos não ficavam atrás dos ribatejanos. Pelo contrário, muitas são as crónicas em que o grupo montemorense sai reforçado pela qualidade das pegas executadas, em relação aos de Santarém.
  • Destacamos também a excelente parelha de Murteira Correia com João Manuel Malta, que levantavam o público, desempenhando a sua componente de cernelheiros. É claro que nem sempre as coisas correram de feição e houve também alguns desaires. Mas esses momentos menos positivos eram encarados como momentos de aprendizagem, sendo que Simão Malta impunha, nestas alturas, o seu carácter de lider e aproveitava para reforçar a componente humana do grupo.
  • Em 1943, observa-se uma consolidação efectiva do grupo, com um total de 48 toiros pegados, sendo que 32 foram pegados de caras. Os valentes homens de Montemor deram o seu melhor e colocaram toda a sua aficion ao serviço do seu Grupo de Forcados. Embora, sendo rapazes novos, os elementos montemorenses tinham em mente a vontade de consolidar o seu grupo de forcados, a sua terra, o seu Alentejo. E com estes valores foram triunfando e marcando, cada vez mais, o seu espaço no panorama taurino nacional...

(Fonte: António Vacas de Carvalho - "Forcados Amadores de Montemor")

Quinta-feira, Novembro 04, 2004

Sois Filhos do Alentejo, Forcados de Montemor - Capítulo 1



  • A fundação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo data, oficialmente, de 4 de Setembro de 1939, data em que o grupo se apresentou pela primeira vez na praça de toiros da vila alentejana de Montemor-o-Novo. Apresentou-se como primeiro cabo Simão Malta, que entrou em praça com os jovens Feliciano Reis, João Malta, José Antas, Joaquim Capela, Francisco de Castro, Cipriano Palhinha e Ernesto Carneiro. Logo na primeira apresentação iniciava-se a carreira de sucesso deste valoroso grupo que executou as pegas da tarde com bastante brilhantismo.
  • Terra de grande aficion tauromáquica são inúmeros os relatos de actividades taurinas na vila de Montemor, durante o século XIX e ínicio do século XX, pelo que a formação de um grupo de forcados veio reforçar ainda mais essa vertente tauromáquica das gentes montemorenses. Montemor pedia um grupo de forcados que transmitisse toda a aficion da população, assim como elevasse bem alto o nome desta vila alentejana. Assim foi. Há 65 anos atrás, nascia este grande Grupo de Forcados. Fardaram-se oito jovens cheios de vontade, poderio e dedicação ao seu novo grupo. Com uma enorme vontade de triunfar, rezam as crónicas da época que a exibição foi notável e deixou grandes prespectivas de futuro para o novo grupo.
  • De destacar o cabo Simão Malta que liderou esta primeira fase da História dos jovens forcados. A ele se deve o incutir dos valores de amizade, da prática das pegas, do espiríto de coesão e de dedicação ao grupo. Numa altura onde apenas existia um só Grupo de Forcados - os Amadores de Santarém - Montemor-o-Novo tinha o seu próprio grupo com vontade de triunfar e de fazer História na tauromaquia nacional...

(Fonte: António Vacas de Carvalho: "Forcados Amadores de Montemor")