Em Setembro de 1997, o cabo Paulo Vacas de Carvalho passa o testemunho ao seu sobrinho Rodrigo Corrêa de Sá, que assume assim o papel de cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo. Paulo Vacas de Carvalho despediu-se das arenas e da liderança do seu Grupo, deixando-o muito coeso, com um ambiente fantástico e, acima de tudo, entregou ao seu sucessor um grupo de rapazes que cada vez mais afirmam o o Grupo de Montemor, como o melhor grupo de forcados do país.
Rodrigo Corrêa de Sá é um forcado jovem, mas com muita experiência acumulada. Sabe gerir uma equipa e trabalhar com ela. Praticante de outro desporto colectivo (o Rugby), Corrêa de Sá sabe que tem nas suas mãos a tarefa de manter a coesão do grupo, as elevadas prestações dos seus forcados e um Historial que deve ser respeitado. E assim o faz. Conhecedor dos seus forcados, o novo cabo rapidamente se adapta às novas funções, desempenhando-as com êxito e eficácia.
O grupo alentejano atravessava uma fase de transição. Alguns dos forcados mais antigos e com maior prestígio estavam "em fim de carreira" e Corrêa de Sá tinha nas suas mãos a renovação do grupo, incentivando a entrada de gente nova, mas garantindo que "os mais antigos" passavam o testemunho e a sua sabedoria na arte de pegar de toiros.
Na verdade, tal sucedeu e a renovação foi feita com enorme sucesso, sendo que ao mesmo tempo que entraram novos forcados com valor, os mais experientes deixaram a "sua escola", decorrendo tudo com normalidade. De notar que entre estas duas gerações, estavam forcados com enorme experiência e ainda com muito para dar ao grupo e às arenas. Este conjunto de forcados, que tinham entrado com Vacas de Carvalho, foram e são uma peça importante de auxílio para Corrêa de Sá pois, para além de prestigiarem o Grupo de Montemor com a sua eficiência e capacidade nas pegas, foram referências para os mais novos que iniciavam as lides taurinas. Falo de forcados como Pedro Caixinha, Pedro Sotero e João Sousa. Grandes forcados!
Em 1999, o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo comemorou o seu 60º Aniversário. Data histórica e da maior importância para a Tauromaquia Nacional, sendo que o grupo esteve à altura do acontecimento, pegando nas mais importantes praças e feiras do país e fazendo uma época de sucesso.
Da geração de Rodrigo Corrêa de Sá é, também, João Comenda que começa a dar nas vistas como rabejador. Na verdade é necessário destacar a importância de João Comenda para o Grupo de Montemor. É um forcado completo, respeitado e admirado por todos os elementos do Grupo e que se tornou o melhor rabejador da forcadagem portuguesa. Com enorme técnica, eficácia, poderio, temple e estilo "salero", Comenda tornou-se a referência da arte de rabejar um toiro, estando já a deixar uma legião de seguidores, que vai adaptando as suas técnicas. João Comenda é um excelente forcado e uma referência dentro e fora das arenas.
Dos forcados que se destacam na actualidade, podemos referir o grupo como um todo pois, a coesão é bem patente nas actuações e isso deve-se pela qualidade dos seus elementos e do comando de Corrêa de Sá. Nomes como Manuel Mata (que forma excelente parelha com João Comenda nas pegas de cernelha), João Mantas, Pedro Barata-Freixo, João Barata-Freixo, Diogo Campilho, Gonçalo Saúde, Pedro Abelha, Feliciano Reis, João Reis, António Corrêa de Sá, Francisco Mira, José Miguel Sampaio, Rodrigo Pietra Torres, Simão da Veiga, Pedro Melro, Francisco Cornacho, Filipe Roque, João Cabral e José Maria Cortes são alguns dos nomes que fazem a História Actual do Grupo de Montemor, dando continuidade ao prestígio do grupo alentejano.
Na época de 2004, o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo comemorou o seu 65º Aniversário. Foi uma época intensa, com muitas corridas pegadas e com muitos momentos de sucesso. Contudo, um momento marcou a temporada do grupo montemorense. Na corrida de 10 de Agosto em Beja, Simão da Veiga foi colhido com extrema gravidade, quando dava ajudas aos seus colegas. Temeu-se o pior e os meses que se seguiram foram de forte intensidade e preocupação para os forcados montemorenses, para a toda a Família Freixo-Veiga e para a aficion em geral. Mas Simão da Veiga deu uma lição de vida e de Fé a todos os quantos acompanharam este acontecimento. Lutou e pegou mais este toiro que lhe apareceu na sua vida. Foi um verdadeiro forcado ao vencer esta luta, estando hoje a recuperar e a tentar voltar à sua vida normal. Se Deus quiser vai vencer todas as dificuldades!
O Grupo sentiu muito este momento e numa altura em que Rodrigo Corrêa de Sá iria passar o testemunho de cabo para João Barata-Freixo (primo de Simão), o momento foi adiado para a presente época. Mais uma vez o Grupo de Montemor deu uma lição de dignidade, coesão e amizade. Comemoraram-se os 65 anos do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, com uma festa e um corrida muito bonita no dia 5 de Setembro de 2004, na Praça de Toiros de Montemor-o-Novo mas, o testemunho de cabo será passado este ano de 2005.
Rodrigo Corrêa de Sá manterá as suas funções mais este ano e passará o testemunho a João Barata-Freixo no final da época. Corrêa de Sá é o cabo da renovação e deixa nas fileiras do grupo um conjunto de forcados de excelente nível.
Que Deus esteja sempre presente nas actuações do Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo! Que esta época que agora se inicia seja uma época de sucessos e triunfos, para que as páginas de Glória e todo o Historial do grupo montemorense continue a ser de enorme referência e sucesso! Sorte!